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01/07/2015

E.L. James e o Ataque no Twitter

Tudo começou no dia 29 de Junho, quando a autora dos livros As Cinquenta Sombras de Grey publicou no Twitter, que iria responder a perguntas marcadas com a hashtag #AskELJames. No entanto, ela não devia estar bem preparada para o que aconteceu: uma enxurrada de comentários negativos e depreciativos. Maioria dos comentários não era, certamente, de carácter construtivo. A outra metade, via-se claramente que eram ataques pessoais - se carregares aqui, poderás ler os posts públicos com a a hashtag em questão. Foram feitos comentários como "Do que gosta menos, mulheres fortes e independentes ou da Língua Inglesa?" e "Você é tão homofóbica na vida real quanto nos seus livros?".

E.L. James, a autora de "Fifty Shades of Grey" - Fonte
Antes de mais: eu li os livros. Tenho a consciência que não é uma obra-prima da literatura e também sei que há ideais que não são perfeitos mas eu gostei do que li. É uma história que entretém, apesar de não ensinar grande coisa. 
Através de comentários no Twitter, no Facebook no geral mas em particular neste post que a grandiosa Anne Rice escreveu na sua página de Facebook, apercebi-me que o problema das pessoas é o livro "ensinar as mulheres que é correto serem abusadas e violadas se o homem for rico" e "o livro passa uma ideia errada da comunidade BSDM"
Esta é a minha opinião e vale o que vale, no entanto não consigo ficar indiferente ao abuso, à humilhação que a E. L. James está a sofrer e que não afecta só a ela e outros grandes escritores que todos os dias vêem o seu trabalho ser atacado por pessoas que nem sequer pegaram nos seus livros e os leram, mas afecta pequenos escritores que não têm espaço para melhorar a sua escrita e a sua criatividade no meio editorial porque se deixam arrastar pelos comentários negativos e desconstrutores de que são alvo. 
Primeiro de tudo: este livro insere-se na categoria de FICÇÃO. Do Priberam:
[Cinema, Literatura, Televisão] Criação de carácter artístico, baseada na imaginação, mesmo se idealizada a partir de dados reais.
Ou seja, a história é baseada na imaginação, logo não podem pedir realismo num texto que não tem intenções de o ser. Se querem aprender BDSM, leiam livros escritos por especialistas que têm o objectivo de informar os leitores e não de lhes proporcionar entretenimento, informem-se junto de quem pratica esse lifestyle e experimentem-no se assim desejarem, mas não digam que um livro no qual aparece três vezes (repito: três vezes) a palavra BDSM seja um livro que quer ensinar a prática e a destrói por isso. Em Game of Thrones vemos abusos de todos os géneros e ninguém acusa o George R. R. Martin de misógino ou de compactuar com a violação ou com os crimes contra os animais. Deve-se isso a quê? Ao facto de a sua história se passar, supostamente, num tempo remoto? Deve-se ao facto de os seus livros não serem escritos na primeira pessoa, ou seja, não sentimos tanta empatia com a personagem que sofre os abusos? Ou deve-se ao facto de ser ficção e de toda a gente perceber que aquilo não retrata a realidade mas é uma obra que pretende entreter quem a lê?

Também li comentários a acusar a E.L. James de ser homofóbica porque a sua personagem Christian Grey faz comentários que reflectem homofobia. Sim, o Christian Grey parece ser homofóbico. Não, isso não implica que a E.L. James seja homofóbica. Mais uma vez: a história é ficção. E as personagens não têm as características dos escritores, mesmo quando as histórias são escritas na primeira pessoa. Será que é assim tão difícil separar o escritor do eu poético? Se é, deviam voltar para o secundário e parar de falar mal do trabalho das pessoas só porque está na moda fazê-lo.

Tinha tantas coisas mais para dizer, mas sinceramente, julgo que não vale a pena. Ficam aqui então pelo menos dois pontos nos quais as pessoas deviam reflectir antes de falar sobre a obra, os seus objectivos e as suas representações. Lá porque vendeu muito e teve sucesso entre, principalmente, o sexo feminino, não significa que se vai tornar um cânone da literatura da Língua Inglesa. E eu acredito que as mulheres são muito mais inteligentes do que as querem fazer parecer, ao dizer que por causa deste livro as mulheres acham correcto serem abusadas e violadas (gostava que me apontassem uma passagem de As Cinquenta Sombras de Grey onde Grey viola a Anastasia Steele porque eu já li os quatro livro e não encontrei nada) se o homem for rico. 

Aplico a mesma lógica de As Cinquenta Sombras de Grey ao casamento homossexual: se não gostas, não leias! Se não gostas de alguém do mesmo sexo, não te cases com alguém do mesmo sexo! Simplesmente não andes a espalhar ódio gratuito. 

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28/06/2015

Ruby Rose | "Break Free"

Fonte
Numa altura em que os medias estão a ser assaltados pela celebração da notícia da legalização do casamento homossexual em todos os estados dos Estados Unidos da América, apresento-vos a Ruby Rose e ao seu mais recente trabalho. Como ela diz, o vídeo é claramente autobiográfico. Ruby Rose fez parte da MTV mas cansou-se de fingir alguém que não era (ela deixou crescer o cabelo e vestia-se de forma mais feminina para se "encaixar" e ir ao encontro do que era expectado). Eu só fiquei a conhecer a sua existência depois da sua participação na terceira temporada de Orange is the New Black (se ainda não viram, vão ver, vale mesmo a pena), série na qual estou viciada e à qual tenho de agradecer a falta de estudo para os meus exames de melhorias. Vejam o vídeo e deixem-me a vossa opinião: ela não é lindíssima? O vídeo não está qualquer de breathtaking?



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11/06/2015

Personal | Farewell, ano de Caloira!

Alguém me explica para onde foram os últimos nove meses? Não consigo compreender a rapidez com que passaram! E tenho aquela ingrata sensação de passou tanto tempo, fiz tanto e todavia parece que fiz nada! O primeiro ano da faculdade acabou (mais ou menos... já tenho duas cadeiras feitas mas ainda falta saber os resultados de quatro delas...) e aconteceu tanta coisa! Conheci tantas pessoas, novos sítios e criei novas rotinas; acabei de escrever um terceiro livro (apesar de não ter gostado muito dele) e já comecei a trabalhar noutro - que tem ocupada muitas horas que deviam servir para estudar mas... prontos. Experimentei tantas coisas, apaixonei-me e desapaixonei-me, chorei baba e ranho, bebi e dancei até ao nascer do Sol, fiz música... vi o pôr e o nascer do Sol no mesmo dia, estudei até à exaustão mas também faltei a aulas por preguiça; fiz todas as cadeiras até agora, com alguma frustração mas também com muitas vitórias; tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas, de ter escolhido padrinhos fantásticos e de não me arrepender de nada do que aconteceu nestes últimos meses. Nunca me senti tão realizada a nível pessoal e profissional e gostava que esta sensação durasse para sempre!

Coimbra, falar de ti é tão fácil! Quem te conhece sabe do que falo.

16 fotografias para 9 meses não é nada. Muffin, Rakelly, Pimentous e Chica - desculpem aparecerem tanto mas nada disto teria sido igual nem muito menos tão bom sem vocês. 

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02/06/2015

Filmes | A Idade de Adaline (2015)

Protagonizado pela maravilhosa Blake Lively, este filme revelou-se surpreendente pelas sua história, pelas suas imagens e pela fantástica representação da jovem actriz, que se tornou uma das minhas actrizes favoritas por causa da série Gossip Girl. As representações de época são lindas, acho que foram uma das coisas melhores conseguidas neste filme! Mas... para saberes mais, contínua a ler! ;)

Blake Lively no papel de Adaline Bowman
 Fonte de Imagem



Descrição encontrada no trailer
"Após, milagrosamente, ficar com 29 anos de idade por quase oito décadas, Adaline Bowman (Blake Lively) viveu uma existência solitária, não permitindo-se a chegar perto de alguém que pudesse revelar seu segredo. Mas um encontro casual com filantropo carismático Ellis Jones (Michiel Huisman) reacende sua paixão pela vida e pelo romance. Quando num fim de semana com os pais de Ellis (Harrison Ford e Kathy Baker) ameaça expôr a verdade, Adaline toma uma decisão que vai mudar sua vida para sempre." 
A minha opinião

Não consigo ultrapassar a minha paixão de adolescência pela beleza, atitude e profissionalismo de Blake Lively - daqui, entendam que ela é uma das minhas actrizes preferidas e, portanto, o filme tem meio caminho andado para ser do meu agrado.
O enredo da história O facto de Adaline ter durante quase oitenta anos vivido com aspecto de vinte é uma ideia recorrente e abordada anteriormente tanto em literatura como no cinema. No entanto, julgo que o charme da personagem principal é que dá um outro interesse à história, algo que não se foca tanto no "porquê" mas no "como", até porque, convenhamos, a tentativa de explicação cientifica para o fenómeno não é algo que eu considerasse para uma história minha. Todavia, tem o seu encanto e a maneira como é exposta dá graça a toda a construção cinematográfica.
O narrador Adorei o facto do filme ser narrado por uma terceira pessoa, um homem com uma voz grave e marcante que explica as pequenas coisas que nos poderiam falhar e, assim, evitar a compreensão de todo o filme.

Fonte de Imagem

A Adaline Bowman Fiquei completamente apaixonada pela personagem, bela sua história mas, principalmente, pela sua beleza, sofisticação e carácter. Julgo que a excelente caracterização da várias épocas de vida de Adaline também ajudaram para que a construção da personagem se tornasse tão verosímil com aquilo que penso que poderia ser real - que eu gostaria que fosse real. Os factos das várias épocas, os penteados mas, acima de tudo, a sofisticação, a inteligência e a astúcia de uma mulher que se vê presa na sua juventude. Adorei a história que ela tem em comum com o pai de Ellis (o seu novo amor), apesar de o inicio ter achado deprimente e degradante.

Adaline e o homem que a recorda do quão bom é viver, Ellis Jones
Fonte de Imagem

A história de amor Esta não foi nada de especial, nada que me fizesse pensar "este filme é puramente um romance", o que foi agradável. Ver que a vida de uma mulher não gira exclusivamente à volta de homens e que nós temos uma outra vida que em nada lhes diz respeito (ainda que não seja uma vida minimamente parecida com a de Adaline) é refrescante. Quanto a Ellis Jones, é o típico rico, exigente e manipulador que "quer, pode e manda". Se por muitos as suas atitudes são consideradas românticas, eu cá as julgo como sendo de uma mesquinhez deprimente, que leva as mulheres a pensar que os homens são todos assim. A verdade é que ele não foge ao típico de Hollywood, o que eu achei uma pena: ele não conquistou a Adaline pela sua personalidade mas porque fez chantagem psicológica para que esta aceitasse o seu convite.

E tu já, viste o filme? Partilhas a minha opinião ou tens um pensamento diferente sobre este drama/romance? Deixa-me saber tudo na caixa de comentários! 


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29/05/2015

Queima das Fitas de Coimbra 2015

Passadas quase duas semanas, acho que ainda estou a recuperar daquela que foi uma das semanas mais importantes e emocionantes semanas da minha vida. Engana-se quem pensa que a Queima das Fitas de Coimbra é apenas ir para o Parque da Canção ver os artistas (pessoalmente, este ano foram os Tara Perdida, The Kooks, James Arthur e The Gift que fizeram as minhas delícias) e beber finos até cair para o lado. A vertente cultural e a carga emocional que a Queima tem para os caloiros e, principalmente, para os finalistas, é qualquer coisa digna de viver ao máximo.

Fotografia com as melhores pessoas que Coimbra me trouxe no "antes do cortejo", gentilmente tirada pelo amigo Varela.
Cortejo da Queima O cortejo da Queima é o desfile dos carros feitos ao longo do ano pelos finalistas que exibem, normalmente, sátiras políticas, sociais e/ou económicas. Os carros são decorados com flores de papel da cor do curso em questão. O cortejo em si começa na zona das faculdades de Letras, Direito e Medicina, percorrendo a cidade até à Baixa, junto ao Rio Mondego. Durante o cortejo é "praxe" entornar cerveja sobre os amigos/colegas (na fotografia, eu e as minhas girls já estávamos como pintos!) O azul nas nossas caras vem da combinação da cerveja com o esfregar das ditas flores do carro no nosso rosto (o meu curso é Letras, dai a cor azul). 


O Carro Sendo eu caloira, não vou em cima do carro, uma vez que este é o conjunto de muito esforço, trabalho, dedicação e dinheiro que os doutores de terceiro ano (no meu caso, que é uma licenciatura de três anos) juntam ao longo do seu segundo ano para este grande dia. Lá de cima, providenciam o álcool necessário para certas pessoas irem parar ao INEM. Durante o cortejo, o restante curso acompanha o carro a pé.


O mergulho no Mondego Depois do cortejo, é normal os estudantes participantes no cortejo ir ao rio, não só lavar o corpo como o traje pois há quem diga que a capa que os estudantes usam aos ombros só pode ser levada com água da chuva ou então no rio Mondego. Como podem imaginar, depois do cortejo, com a cerveja entranhada no traje e no corpo e depois de tantas horas a andar debaixo de um Sol abrasador, não há nada melhor que um mergulho no rio. 

Fotografia tirada por Rede UniverCidade
As noites no Parque da Canção As noites no Parque começavam por volta das dez e acabavam às seis da manhã. Esta fotografia foi tirada pela Rede UniverCidade (e com o burrinho representante) na noite em que a minha tuna, AS FANS -Tuna Feminina da Universidade de Coimbra, atuaram. Ir de Capa e Batina (nome do Traje Académico da Universidade de Coimbra) para o Parque é uma coisa natural, ainda que muita gente não goste. Eu, inconscientemente, acabei por levar Capa e Batina noite sim, noite nãO adorei - até porque "Quem tem Capa, sempre escapa".

Coimbra é uma experiência de vida e estou a tentar aproveitar tudo isto ao máximo - acho que é o mínimo que uma pessoa que tem uma oportunidade destas deve fazer. E "segredos desta cidade levo comigo prá' vida". Até para o ano, Queima. 


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